PRE-CI-SO escrever. Inclusive separar sílabas hahahah
Não entendo como pude trazer tudo exceto um dos meus cadernos e um estojo. As épocas de devocionais me acostumaram bem.
Essas férias estão sendo exatamente o que eu imaginei que seriam. Sossego, meditação e paz. Precisava de um tempo pra pensar, colocar as coisas em ordem depois de um ano como esse..
Acho que aprendi bastante. Não digo que merecia a vaga até a morte porque sei que levei na malandragem tudo. Estudei, levei a sério, sim. Mas minha cabeça pairou sobre lugares nunca antes visitados hahahah
Não me arrependo de nada. Só percebo como é bom ter o mérito de chegar onde chegamos. Aquilo que o Marco me disse é muito verdade: passar no vestibular é a primeira coisa da vida que a gente faz por si próprio. Se hoje eu renego cotas, em muito, a culpa é dele hahahah
Vejo que em meio a tanto tempo pra mim eu preciso de mais um pouco disso. Mas dessa vez algo mais introspectivo, mais espiritual seila.. Nesse ano que passou eu cresci em diversos âmbitos, mas regredi em alguns também. Nada é perfeito, muito menos essa que vos fala ahahah (farnei, fanei)
Preciso me conhecer de novo depois dessa mudança toda na mente. Não me vejo mais em Deus (infelizmente), não me vejo mais em pureza e inocência, não me vejo mais em Romantismo. - Eis aí uma analogia muito usada para entender meu estado mental hahaha - Diria que me encontro no Realismo, talvez Modernismo.. Antes ainda, a fase destrutiva e rebelde do período. Sou meio pré-Modernista. E que os raios partam quem me julga. Nunca pensei mal ou tive má fé na construção de mim mesma, só tento me protejer do que dificulta - na minha opinião - a vida de quem amo. Meu professor foi feliz no comentário: o mundo é um caos. Quando mais me abro pra ele mais me sinto pequena e indefesa. Melhor é me construir na defensiva. Mas essa é a questão que me faz pensar.. Tendo me construído, qual é a construção? Penso até na escola determinista e possibilista (alemães, franceses, vá lá). O meio influencia e muito em quem somos, contudo, a última palavra é nossa. No fim somos o primeiro produto de nós mesmos. A primeira coisa que temos feita pelas nossas próprias mãos.
Sensação neutra hahahahah
Já versei sobre isso, essa espécie de egoísmo que nutre o amor próprio. Acho que me rego disso. Como uma proteção. Tenho uma amiga que diz que "Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. A gente só tem a si mesmo". Verdade! Juro que quero que se foda quem diz que o mundo é lindo e que é esse tipo de pensamento que destrói o sonho da humanidade de sermos "irmãos" num mesmo globo. Mas que caralho. Não sou do tipo que nasceu com a bunda pra lua, mesmo minha mãe sustentando essa tese hahaahh
De fato que - seila o nome disso - o acaso me rendeu uma fortuna. Nasci em uma família linda. Cheia de defeitos e podres mas MINHA. Parando agora pra pensar, foi a primeira coisa que me pertenceu. Pausa. Eu amo mesmo aqueles cabras. Pausa. Eu amo mesmo. Enter.
Quem me dera entender como as coisas funcionam hahah Mas a mais nova conclusão dos últimos tempos é que nascemos sendo alguma coisa (não sei como qualificar essa "coisa" da qual falo). Acrescentamos a essa coisa (nao tem crase aqui hahahah) experiência, fases do sistema límbico, hormônios, fases da vida e etc. Mas a "coisa" ainda é a "coisa".
Adultos não são nada mais do que essa "coisa". Têm experiencia, filhos, responsabilidades, mas a impressão é que têm um coração juvenil um pouco aperfeiçoado. Meu deus como adultos são parecidos com a gente (os mais novos hahah). Inseguros, temerosos, ignorantes muitas vezes hahaha, inocentes, instáveis.. hahahah As vezes os olhos deles mostram que eles são a "coisa" mais velha.
Eu com essa minha mania de viver de passado acho que vou chegar a essa idade remoendo e trazendo a tona todas as lembranças da minha juventude despreocupada. De fato memórias são um bem muito valioso.
Divagando de volta pra mim mesma (como eu faço sempre e, inclusive, acho muito bom.. - se todos no mundo refletissem sobre a sua conduta as coisas estariam beeeeeem melhores), eu vejo como maior dádiva de todo esse tempo a noção que hoje eu tenho que eu me faço a mim mesma. Ainda não sei quem eu quero ser. Quero ser eu mesma, e quero me encontrar em mim. Escolho hoje a bondade como um parâmetro para a minha autoconstrução. Não vou deixar de me preocupar com a segurança do meu coração nem com a da minha mente. Mas bondade parece uma boa balança para pesar princípios.
Isso não vai acabar nunca hahahah A jornada se extende por anos a fio, e eu vou ter que aprender a me amar pra conseguir suportar todas as mudanças que eu tenho que dar em mim mesma. Como se fosse uma educação onde eu sou a educadora e a educada ao mesmo tempo hahahah Enfim, o mundo é assim mesmo. Pra ser alguém por fora eu tenho que me preocupar com o que me cerca. Pra ser alguém por dentro eu tenho que me preocupar com as coisas que o que me cerca provocam em mim e escolher elas.
Sacanagem. As coisas poderiam ser mais simples hahahah Tooodaviaaaa, jamais reclamaria. Quero desenvolver esse sentimento de gratidão e aprender a domar o pessimismo. Se existisse negrito em bloco de notas, isso estaria em negrito hahah A penúltima frase no caso.
Bendito mover de dedos que consegue libertar a alma. Bentido registro que me dá a segurança de não perder nada de mim mesma hahahah
Acho que paro por aqui. Tendo noção da caridade de técnica do meu pseudo-manuscrito, mas tendo noção de valia que isso tem para a minha autocompreensão..