segunda-feira, 18 de junho de 2012


Acho que compartilho do sentimento de alguns escritores. O personagem Paulo Honório de Graciliano Ramos escrevia como um desabafo, tipo um descarrego emocional. Acho que isso me ajuda. Sempre gostei de conversar com um leitor que não existe. (De fato não existe porque nao mostro essas coisas pra ninguém, mas ao escrever sinto como se alguém me ouvisse)
A falta que me faz alguém disposto a me ouvir é grande. Não pretendo me fazer de coitada com esse comentário, como já disse em outro desses diários de bordo a maioria das coisas que norteiam minhas emoções partem do meu egoísmo.
Ultimamente tenho ouvido muito das pessoas. Casos, histórias, problemas... É difícil alguém me deixar falar ou se importar com algum comentário do tipo "Tá difícil por aqui". Somada a minha ultra baixa auto-estima, me sinto muito bem nessas horas. Sim, ironia.
Quando penso em tocar no assunto "passado" algo dentro de mim se cala. Não entendo até hoje o que aconteceu na minha vida durante muito tempo e parar pra analisar as coisas que acontecem agora pelo viés de antigamente parece despertar em mim um receio muito grande.
Tenho medo de me tornar uma pessoa drástica demais. Pessoas drásticas geralmente são aquelas que alcançam os postos mais altos na sociedade mas ao mesmo tempo parecem bem vazias de amor, empatia essas coisas.. Não sei até onde o custo-benefício é compensatório, por isso tenho muito medo do rumo que as coisas estão tomando na minha cabeça. Pensando agora aqui, até acho coerente alguns princípios da tese do determinismo geográfico.
Não sei por que mas tenho medo de ficar sozinha. De ninguém ver o que existe de bom em mim. Não que eu preste pra alguma coisa, mas de todo mundo se extrai algo de bom. Lucíola prostituída que era encontrou alguém que viu nela o que ela era de verdade porque eu não encontraria né? hahahah Se bem que é Romantismo, e eu to muito mais pro Realismo-Naturalismo do que pra essas patifarias. Uma hora vou ter tempo pra mim. Nessa hora eu me acho.
Depois de tantos encontros e desencontros comigo mesma já é hora de me achar em alguma parte.
Pena que o tempo é curto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário