Um diário de bordo sobre o que se passa na minha cabeça.
Fazia tempo que eu não me via como eu me vejo hoje. Sempre gostei de divagar e externar minhas piras, me sentir meio Sócrates.. Acho que me tirei esse direito nos últimos tempos. Escrever facilita tudo. Faz tudo ir pra fora, choro, riso, raiva. Mas vamos ao que realmente interessa.
Há algum tempo penso em por em tópicos minhas opiniões de hoje. As que sofreram algum tipo de influência, evidente. Sobre relacionamentos, direitos iguas, amor próprio essas coisas.
Não pensei mais em política. hahahah, Gostava disso.
Quanto mais eu abro a cabeça pra tentar entender as coisas, mais cética eu viro. Talvez mais egoísta também. Acho que egoísmo é instinto pra sobrevivencia. Egoísmo advindo de um amor próprio bem solidificado. Não sei se choro por egoísmo ou por amor aos outros.
Tenho medo de descobrir que é por mim que eu choro o tempo todo. Olhando as pessoas aí eu vejo pessoas boas, naturalmente boas. Elas parecem amar sem obrigação, por divino dom e graça. Tenho medo de não ser assim, até porque as vezes me pego com dificuldade pra amar.
Pra mim a vida é um dado. Hoje.
As coisas acontecem na sorte, e a gente ta ali, se virando com o número que sai no jogo. Lembrei do índio da rodoviária, nessas horas eu choro por ele. As vezes somos todos bons e o caos estraga a gente. Talvez o índio quisesse mudar de vida, triste é que a vida não dá chances. Eu ali, num carro bom, indo pra minha casa da capital estudar, limpa e perfumada e o índio ali, vivendo excluido de tanta coisa que faria bem pra ele.
Sempre soube que minha natureza me fazia errada. Não me acho uma pessoa boa. Tenho um veneninho estranho... Sinto ele. Antes quando eu era santinha eu só domava ele. Mas sempre soube que ele estava ali. E sou burra também. E não sou nerd.
Burra não, ignorante. Tenho uma tendência legal pra ser ignorante. Shame! hahah
Sinto falta de pessoas que gostam de mim de verdade. Sinto falta de pessoas gostando de quem eu sou e mais ainda, pessoas que tem vontade de saber quem eu sou. Egocentrismo? Se for é a minha cara. Tenho cara de coisas tortas. Mas se for só reflexo de um coração que as vezes finge que não bate fico mais calma.
Hm.. Pior que eu tenho essa necessidade. E de onde estou não vejo como satisfazê-la.
Se existe uma balança pra vida, a minha está desregulada.
E que ninguém reclame que eu me conformo com as coisas tortas. Sou só meia de mim pra cuidar de tudo isso, a outra metade se perdeu por ai.
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